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João Pessoa, 10 de Setembro de 2010

 

08/01 - 15:01 hs

BELO HORIZONTE VAI SEDIAR, DE 25 E 30 DE JANEIRO, O 10º CAMPEONATO SUL-AMERICANO JUVENIL DE SQUASH


O campeonato, que acontece pela primeira vez no Brasil, vai reunir 120 jogadores, sendo 90 estrangeiros e 30 brasileiros com idade máxima de 18 anos

 

Belo Horizonte foi a capital escolhida para sediar, de 25 a 30 de janeiro, a décima edição do Campeonato Sul-Americano Juvenil de Squash, um dos principais torneios do mundo que acontece pela primeira vez no Brasil. A iniciativa é da Federação Mineira de Squash – FMS, por meio de seu presidente, Daniel Penna, em parceria com a Confederação Brasileira de Squash (CBS) e a Confederação Sul-Americana de Squash (CSS).

Estão inscritos para o campeonato 120 participantes, com idade máxima de 18 anos, sendo 90 atletas da Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Guatemala, Peru e Paraguai; e 30 brasileiros dos estados de Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina, Pernambuco, Paraíba e Distrito Federal. As inscrições foram realizadas pelas confederações dos países, diretamente com o comitê organizador. Ao todo, serão disputados cerca de 500 jogos, nas quadras da Academia Winner (Rua Engenheiro Cirino, 328, Estoril). 

Aproximadamente 100 pessoas, entre delegados, treinadores, árbitros e organizadores estão envolvidas com o evento, que também vai ser palco de reuniões, almoços e jantares de confraternização, solenidades de abertura e encerramento, além de um passeio para todos os envolvidos. A expectativa de público é de 200 pessoas diariamente.

Daniel Penna, diretor-geral do evento e também coordenador dos Circuitos Brasileiros Juvenil e Master destaca que Brasil, Argentina e Colômbia são os grandes favoritos na briga pelo título, e possuem vários jogadores de destaque em suas seleções: “Eles são os futuros profissionais das Américas".

De acordo com ele, o esporte precisa passar por um processo de renovação. “Precisamos trazer mais jovens para a prática do squash. Um campeonato deste nível é muito importante para incentivar nossos meninos e meninas a praticar o esporte. Certamente teremos mais jovens jogando squash a partir deste ano. Além disso, este campeonato coloca Belo Horizonte dentro do cenário esportivo internacional”, afirma.

As expectativas são as melhores possíveis: “Esperamos fazer com que o squash juvenil se desenvolva no Brasil como um todo, para que o país possa voltar a ser um dia o melhor das Américas, posto hoje ocupado pelo México, nas categorias profissionais, e pela Colômbia, nas categorias juvenis”, declara o presidente da FMS.

 

Conheça melhor o squash

A origem da prática vem da Inglaterra, no início do século XIX. Os primeiros relatos sobre o esporte possuem duas vertentes. A primeira é a de que prisioneiros ingleses tiveram a idéia de arremessar bolas contra a parede com as próprias mãos. O nome de batismo dado pelos detentos foi racket. A outra é a de que um grupo de estudantes da Harrow School, inspirados pelo jogo das cadeias, desenvolveram, em 1822, a prática do esporte. Esses estudantes deram ao jogo o nome de squash, inspirado nas bolas que eram espremidas (squashed) contra as paredes. Eles também foram os responsáveis por criar as primeiras regras do esporte.

No Brasil, o squash foi trazido pelos ingleses que vieram atrás de ouro na região de Nova Lima. Segundo Daniel Penna, “em Belo Horizonte o esporte se desenvolveu bastante depois que o jogador Roberto Mori, um dos grandes nomes do squash nacional, se mudou de São Paulo para a capital mineira. Foi ele o grande responsável pela iniciação de nossos atuais professores e jogadores”, explica.

Atualmente, existem quadras em 23 estados do Brasil, como no Acre, Amaznas e Paraíba. Paralelamente a isso, associações estão sendo formadas para se filiarem à Confederação Brasileira de Squash – CBS.

Fonte:  ascom

 

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